"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso,
eu amo as gentes e amo o mundo.
E é porque amo as pessoas e amo o mundo,
que eu brigo para que a justiça social se implante
antes da caridade"
(Paulo Freire)
Para os que estão habituados com os Parâmetros Nacionais Curriculares (PCN) verificando a Inovação para o Ensino Médio no Brasil é simples estabelecermos comparações. Algo que foca claro logo no título da nova proposta é a inovação. O que antes em teoria – ao menos – visava a aprendizagem do aluno, hoje fica claro a necessidade da inserção do indivíduo na sociedade. Atualmente o governo federal estabelece como prioridade o desenvolvimento de programas e projetos, em regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, que visam a melhoria da qualidade da Educação básica. É engraçado, pois me pergunto o que seria a educação básica. Acredito que a educação básica deveria estar voltada de fato, realmente as necessidades do cidadão e às necessidades do Estado.
Algo que ocorre como um círculo vicioso é o fato de o estudante ter a ânsia em se formar no Ensino Médio, muitas vezes somente para conseguir determinado emprego que exija o nível médio. Em outros casos a ânsia é diferente partindo do pressuposto que quando o jovem termina o ensino médio ele tem a obrigação de trabalhar, ter uma profissão, daí, é simples compreender a explosão de escolas técnicas e até mesmo de cursos técnicos profissionalizantes, sem ser agregados à formação média.
O círculo continua e continuará sempre. Quando determinado jovem matricula-se numa universidade, especialmente os de baixa renda, ele não está interessado em seguir carreira dentro da área cursada na universidade. Novamente a intensão é ter a graduação para poder se candidatar a qualquer cargo que exija pura e simplesmente nível superior.
A inteção da Inovação para o Ensino Médio é formar profissionais, capacitados o suficiente para atuar com eficácia e competência no término da formação média, isso é aceitável visto que a todo instante podemos ler nos jornais que o Mercado de Trabalho procura profissionais com formação rápida (nível técnico, politécnicos) para atuar em diferentes áreas. “Por esta concepção, o ensino médio deverá se estruturar em consonância com o avanço do conhecimento científico e tecnológico, fazendo da cultura um componente da formação geral, articulada com o trabalho produtivo. Isso pressupõe a vinculação dos conceitos científicos com a prática relacionada à contextualização dos fenômenos físicos, químicos e biológicos, bem como a superação das dicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formação teórica geral e técnica-instrumental.”
Acho interessante e curioso o fato de o Ministério da Educação não estar tão preocupado em formar cidadãos e sim profissionais aptos para atuarem no Mercado, para dessa formar ajudar na economia do país. Isso é compromisso com a educação?
Algo que continuará exatamente igual é relativo às classes sociais. A classe média não precisa se preparar profissionalmente com tanta rapidez para o mercado de trabalho, podem frequentar as universidades a fim de ter sua real profissão e exercê-la futuramente, porém, as classes mais baixas, precisam correr contra o tempo a fim de obter lucros para poder arcar com os gastos/investimentos da universidade. Dessa forma – classe baixa trabalhando mais cedo do que o previsto levando em conta o PCN – consequentemente, haverá um “desafogamento” nas universidades.
Algo que ocorre como um círculo vicioso é o fato de o estudante ter a ânsia em se formar no Ensino Médio, muitas vezes somente para conseguir determinado emprego que exija o nível médio. Em outros casos a ânsia é diferente partindo do pressuposto que quando o jovem termina o ensino médio ele tem a obrigação de trabalhar, ter uma profissão, daí, é simples compreender a explosão de escolas técnicas e até mesmo de cursos técnicos profissionalizantes, sem ser agregados à formação média.
O círculo continua e continuará sempre. Quando determinado jovem matricula-se numa universidade, especialmente os de baixa renda, ele não está interessado em seguir carreira dentro da área cursada na universidade. Novamente a intensão é ter a graduação para poder se candidatar a qualquer cargo que exija pura e simplesmente nível superior.
A inteção da Inovação para o Ensino Médio é formar profissionais, capacitados o suficiente para atuar com eficácia e competência no término da formação média, isso é aceitável visto que a todo instante podemos ler nos jornais que o Mercado de Trabalho procura profissionais com formação rápida (nível técnico, politécnicos) para atuar em diferentes áreas. “Por esta concepção, o ensino médio deverá se estruturar em consonância com o avanço do conhecimento científico e tecnológico, fazendo da cultura um componente da formação geral, articulada com o trabalho produtivo. Isso pressupõe a vinculação dos conceitos científicos com a prática relacionada à contextualização dos fenômenos físicos, químicos e biológicos, bem como a superação das dicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formação teórica geral e técnica-instrumental.”
Acho interessante e curioso o fato de o Ministério da Educação não estar tão preocupado em formar cidadãos e sim profissionais aptos para atuarem no Mercado, para dessa formar ajudar na economia do país. Isso é compromisso com a educação?
Algo que continuará exatamente igual é relativo às classes sociais. A classe média não precisa se preparar profissionalmente com tanta rapidez para o mercado de trabalho, podem frequentar as universidades a fim de ter sua real profissão e exercê-la futuramente, porém, as classes mais baixas, precisam correr contra o tempo a fim de obter lucros para poder arcar com os gastos/investimentos da universidade. Dessa forma – classe baixa trabalhando mais cedo do que o previsto levando em conta o PCN – consequentemente, haverá um “desafogamento” nas universidades.
A minha visão é bem radical, para mim a inovação para o Ensino Médio é falha no sentido social, é exclusivista aos menos favorecidos/excluídos e benéfica às classes dominantes.
Minha preferência ainda é pelo PCN, mesmo sabendo que sua atuação é meramente teórica, mas ao menos a verdade não ficava “camuflada” tentando persuadir as camadas de que o melhor a elas é o profissionalizante.
Minha preferência ainda é pelo PCN, mesmo sabendo que sua atuação é meramente teórica, mas ao menos a verdade não ficava “camuflada” tentando persuadir as camadas de que o melhor a elas é o profissionalizante.
Curiosidade: Minha formação média, foi técnica e empiricamente afirmo que o ensino é falho unicamente no que diz respeito a tentativa de ingresso à universidades públicas, o conteúdo não é necessariamente inferior, todavia, é deficiente cientificamente às exigências dos exames.
Minha cronologia de raciocínio das classes excluídas: Nível técnico = emprego rápido = desinteresse ao ingresso à universidade = “desafogamento” das instituições de ensino superior.
Minha cronologia de raciocínio das classes dominantes: Continuidade no Ensino Médio formação geral = maior conteúdo das disciplinas = não necessidade a ingressar no mercado de trabalho = melhor aproveitamento nos exames por conta de maior conteúdo = ingresso às universidades.

Todos pela educação? Rá!
