segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Rio de Janeiro, cidade desespero.

Nel mezzo del cammin di nostra vita mi ritrovai per una selva oscura,
ché la diritta via era smarrita.
Ah! quanto a dir qual era è cosa dura
esta selva selvaggia e aspra e forte
che nel pensier rinova la paura!
(Dante Alighieri: La Commedia)
*Trecho do Inferno, talvez devesse citar algo do PURGATÓRIO.


Que coisa linda né. Copa do mundo, Olimpíadas...
Eu não posso negar que fiquei feliz com o fato de a copa do mundo ser no Brasil, isso porque todos os jogos serão (NOT) no Rio de Janeiro, ou seja, a cidade não estará catastroficamente intransitável, BUT...olimpíadas em 2016. Okay, faltam 7 anos para colocarem o Rio em padrões de primeiro mundo ou então será o estilo rústico de ser.
Okay...meu primeiro pensamento quando soube que o Rio seria sede das Olimpíadas foi: "Meu Deus, a coca cola vai custar R$25,00 no camelô" mas acabei ficando calma, afinal, eu praticamente não bebo refrigerante.
É uma coisa muito linda a alegria dos cariocas "é a festa da torcida campeã", muitos planos, muitos projetos. A cidade do rock que só serve para proliferação do mosquito da dengue será a nova vila olímpica, o píer vai ser reformado (again), vão despoluir a Baía de Guanabara (sabendo-se que não seria necessário esse projeto já que com 6 anos sem poluir NADA, a própria Baia consegue se "despoluir" sozinha, bastaria a conscientização né). Tudo lindo, praticamente O Sonho Americano.
Pausa para respiar...
É sempre aquela mesma história...
A avenida brasil continua enchendo nos dias de chuva forte, os trens continuam intransitáveis, o metrô passou a ser TESTE DE SOBREVIVÊNCIA, as favelas continuam sob controle dos "proodutos do sistema", o tráfico continua sendo parte da economia corrente no Brasil (rs* ooops), eu continuo morrendo de medo de atravessar a pista "do meio"em Botafogo.
E aí? O que fazer? Ficar feliz? Sorrir? Desculpe, mas eu não tenho tanto senso de humor assim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu preciso me decidir se estou cansada das pessoas ou de todo o restante. Eu acho engraçado e tenho vontade de sair rolando de tanto rir, as pessoas vestem personagens grotescos, feiosos, HORROROSOS. Acho que no fundo no fundo elas se esquecem de quem são de verdade.
Outro dia eu olhei para mim mesma no espelho e jurei: Serei uma pessoa retardada a partir de hoje! É sério, fiz isso. Preciso ser assim, afinal, é a única forma de me tornar feliz e ser legal.
Uma coisa que eu nunca fiz questão alguma é de ser legal, PELO CONTRÁRIO, juro que tento ser antipática pra ver se as pessoas me ERRAM, mas não, elas estão sempre por perto, falando comigo, sorrindo para mim, querendo dar OPINIÕES sobre a minha vida, minha forma de agir. Me dá vontade de olhar bem nos olhos delas e dizer: Você não é bem-vindo e nem a sua opinião foi solicitada. Mas acho que isso não seria muito gentil da minha parte e como eu decidi ser uma pessoa retardada, isso não está dentro dos padrões de retardamento que eu jungo ser indispensável.
Outra coisa que outro dia me fez rolar de rir, foi até um caso bem específico. Pq as pessoas precisam se moldar para as outras? Pq uma pessoa precisa "fazer fita" para que os amigos do namorado(a) gostem dela? Será que essa pessoa é tão sozinha e tão carente a ponto de não ter ninguém e precise desesperadamente que as pessoas gostem dela? I do think so... kkkkk, o pior quando isso acontece é que vc conheceu a pessoa antes dela MUDAR e sabe QUE ELA NÃO ERA ASSIM. Funny total.
Ah! Existe também aquela galera que tem vários personagens, um para cada ocasião.
Bom, eu sou aquela antipática, sarcástica, chata e cri cri. Tenho muitos amigos que amo do fundo do meu corazon, e tenho certeza que esses são sinceros pq eles GOSTAM DE MIM de verdade, pelo o que eu realmente sou, não pelo que demosntro ser. Esses amigos, me conhecem de verdade e eu quase nunca preciso explicar quase nada pq eles sempre sabem oq se passa comigo.
Mas voltando ao assunto.
Eu não sei se o que me irrita são as pessoas ou todo o resto. Minha sorte é que eu tenho a Julie, my shedog.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Inovações no Ensino Médio ou camuflagem de interesses?

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso,
eu amo as gentes e amo o mundo.
E é porque amo as pessoas e amo o mundo,
que eu brigo para que a justiça social se implante
antes da caridade"
(Paulo Freire)

Para os que estão habituados com os Parâmetros Nacionais Curriculares (PCN) verificando a Inovação para o Ensino Médio no Brasil é simples estabelecermos comparações. Algo que foca claro logo no título da nova proposta é a inovação. O que antes em teoria – ao menos – visava a aprendizagem do aluno, hoje fica claro a necessidade da inserção do indivíduo na sociedade. Atualmente o governo federal estabelece como prioridade o desenvolvimento de programas e projetos, em regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, que visam a melhoria da qualidade da Educação básica. É engraçado, pois me pergunto o que seria a educação básica. Acredito que a educação básica deveria estar voltada de fato, realmente as necessidades do cidadão e às necessidades do Estado.
Algo que ocorre como um círculo vicioso é o fato de o estudante ter a ânsia em se formar no Ensino Médio, muitas vezes somente para conseguir determinado emprego que exija o nível médio. Em outros casos a ânsia é diferente partindo do pressuposto que quando o jovem termina o ensino médio ele tem a obrigação de trabalhar, ter uma profissão, daí, é simples compreender a explosão de escolas técnicas e até mesmo de cursos técnicos profissionalizantes, sem ser agregados à formação média.
O círculo continua e continuará sempre. Quando determinado jovem matricula-se numa universidade, especialmente os de baixa renda, ele não está interessado em seguir carreira dentro da área cursada na universidade. Novamente a intensão é ter a graduação para poder se candidatar a qualquer cargo que exija pura e simplesmente nível superior.
A inteção da Inovação para o Ensino Médio é formar profissionais, capacitados o suficiente para atuar com eficácia e competência no término da formação média, isso é aceitável visto que a todo instante podemos ler nos jornais que o Mercado de Trabalho procura profissionais com formação rápida (nível técnico, politécnicos) para atuar em diferentes áreas. “Por esta concepção, o ensino médio deverá se estruturar em consonância com o avanço do conhecimento científico e tecnológico, fazendo da cultura um componente da formação geral, articulada com o trabalho produtivo. Isso pressupõe a vinculação dos conceitos científicos com a prática relacionada à contextualização dos fenômenos físicos, químicos e biológicos, bem como a superação das dicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formação teórica geral e técnica-instrumental.”

Acho interessante e curioso o fato de o Ministério da Educação não estar tão preocupado em formar cidadãos e sim profissionais aptos para atuarem no Mercado, para dessa formar ajudar na economia do país. Isso é compromisso com a educação?
Algo que continuará exatamente igual é relativo às classes sociais. A classe média não precisa se preparar profissionalmente com tanta rapidez para o mercado de trabalho, podem frequentar as universidades a fim de ter sua real profissão e exercê-la futuramente, porém, as classes mais baixas, precisam correr contra o tempo a fim de obter lucros para poder arcar com os gastos/investimentos da universidade. Dessa forma – classe baixa trabalhando mais cedo do que o previsto levando em conta o PCN – consequentemente, haverá um “desafogamento” nas universidades.

A minha visão é bem radical, para mim a inovação para o Ensino Médio é falha no sentido social, é exclusivista aos menos favorecidos/excluídos e benéfica às classes dominantes.
Minha preferência ainda é pelo PCN, mesmo sabendo que sua atuação é meramente teórica, mas ao menos a verdade não ficava “camuflada” tentando persuadir as camadas de que o melhor a elas é o profissionalizante.

Curiosidade: Minha formação média, foi técnica e empiricamente afirmo que o ensino é falho unicamente no que diz respeito a tentativa de ingresso à universidades públicas, o conteúdo não é necessariamente inferior, todavia, é deficiente cientificamente às exigências dos exames.

Minha cronologia de raciocínio das classes excluídas: Nível técnico = emprego rápido = desinteresse ao ingresso à universidade = “desafogamento” das instituições de ensino superior.

Minha cronologia de raciocínio das classes dominantes: Continuidade no Ensino Médio formação geral = maior conteúdo das disciplinas = não necessidade a ingressar no mercado de trabalho = melhor aproveitamento nos exames por conta de maior conteúdo = ingresso às universidades.

Todos pela educação? Rá!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ética.

"...Je me décidai en fin de compte à rechercher s’il n’existait pas un bien véritable et qui pût se communiquer, quelque chose enfin dont la découverte et l’acquisition me procureraient pour l’éternité la jouissance d’une joie suprême et incessante..."
(Traité de l’amendement de l’Intellect §1)

Fácil de entender, simples de assimilar. Significa modo de ser, caráter. Na filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para sociedade.
"Estou eu andando pela calçada e um homem esbarra em mim. Eu olho para ele e digo: "Com uma calçada tão grande, precisa mesmo esbarrar em mim?" Ele pergunta se eu sou de vidro e se ele me "quebrou".
Penso, logo insisto: Meu Deus, devo mesmo estar louca, a pessoa esbarra em mim, não se desculpa e eu estou errada.
"A Universidade Gama Filho (onde curso minha graduação em História) não paga o salário dos professores o resultado disso é greve por parte dos professores. Certos alunos fazem manifestações em prol dos professores para que recebam seus salários, os professores por estarem trabalhando e não receberem remuneração, resolvem não entrar em sala de aula"
Penso, logo insisto: Não vou participar de nenhuma manifestação para que os professores passem a receber seus salários. Pago a mensalidade em dia, preciso ter aula. Dois pesos e duas medidas. Reivindicar o salários dos mestres ou minhas aulas? Eu prefiro lutar para que a universidade melhore administrativamente e dê conta de ambos os lados. Será que os alunos não sabem que Universidade privada não é uma instituição de ensino SIMPLESMENTE? É um comércio.
O que é ético? O que é bom para o indivíduo e para a sociedade? O bom senso por parte do cidadão pedir desculpas por esbarrar numa mulher na rua ou o professor entender a necessidade do aluno ou o aluno entender a necessidade do professor?
Foto: http://lukinha007.spaces.live.com/blog

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Revoluções, falsas revoluções.

"...Somos os filhos da revolução
somos burgueses sem religião
nós somos o futuro da nação..."
(Legião Urbana)


Revolução para mim é algo que choca, que muda.
Lembro de quando era do PTSU e um copo de chopp voou na minha direção porque disse que não concordava com o slogan "Contra burguês, vote 16". Eu gosto é da revolução, do que realmente muda, daqueles que têm prazer e coragem (essa que nos foi roubada) de fazê-la.
A burguesia quis a liberdade, quis ser dona do próprio nariz e do próprio negócio. Salve!
Não adianta virar pra mim e dizer que é comunista, que é socialista, que é revolucionário. Desculpe, para mim é utopia sim. Está tudo errado, misturado e praticamente acabado. Qual é o melhor modelo revolucionário? O francês que numa visão clássica defende a ruptura do Antigo Regime com tendência à abolição da ordem sócio-econômica ou o revisionista que é mais moderno com uma tendência ideologicamente à igualdade? Que tal então o modelo Americano? Hummm, democracia e liberdade? Mas que liberdade mais "chula", afinal, muito limitada, não é verdade?
O que eu quero dizer é que o necessário é que a revolução do pensamento aconteça, formas, atos. Vamos parar de seguir teorias dogmáticas que acaba nos deixando cegos frente à verdade.
Vamos sim fazer a revolução, mas COM CORAGEM.
Agora, basta optar qual será seu foco.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Yo soy un loco...

"...Yo soy un loco
Que se dio cuenta
Que el tiempo es muy poco
Yo soy un loco
Que se dio cuenta
Que el tiempo es muy poco..."
(Andrés Calamaro)

Infelizmente preciso concordar que a ignorância é o mais puro caminho para a felicidade, na verdade ela é o caminho menos doloroso, aquele que não nos deixa pensando em como seria se fosse o contrário.
Faz um tempinho estava voltando do curso de Francês (que estudo aos sábados) e peguei um ônibus que detesto, costumo dizer que é o ônibus da morte, ele é DE morte, para chegar ao destino é necessário que os passageiros possuam um elevado messianismo e uma fé inabalável.
Pois bem, estava eu no ônibus que havia saído há apenas CINCO minutos do terminal rodoviário e ele simplesmente pára e o motorista comunica aos passageiros que o veículo não prosseguirá viagem. Todos os passageiros descem do ônibus conformados (mesmo sabendo que o próximo viria lotado), eu perguntei ao motorista o que havia acontecido e ele disse que o ônibus ESTAVA SEM FREIO. Meu Deus, eu vou ter um troço, xinguei TODOS os palavrões que conhecia e inventei diversos outros. Parecia uma louca varrida, eu era a única daquele jeito.

Desculpe...

1- Como um ônibus sai da garagem, vai para o terminal rodoviário, pega passageiros sem manutenção? Ali dentro está cheio de VIDAS, sonhos, projetos, famílias. Se alguém morre, outras vidas também poderão ser destruídas, despedaçadas pelo sofrimento;
2- Os passageiros não acham nada demais andarem em um veículo que certamente não passou por manutenção e poderiam ter a vida acabada por simplesmente um ônibus da frente parar rápido demais;
3- Eu fui a única que sabia o que estava acontecendo: A empresa não teve o menor respeito pelos passageiros nem consciência pelas vidas alí dentro, as pessoas já estão tão habituadas a esse tipo de problema que esqueceram que estão sendo desrespeitadas, são vítimas de um absurdo, vítimas de um quase/possível crime culposo.
Resultado: Eu quase infartei e todos seguiram viagem achando que eu era um louca varrida. Bem feito pra mim por tentar mostrar aos outros seus direitos.
Eu páro, encaro meu reflevo na janela empoeirada do ônibus parado na minha frente e me pergunto: "-Não vou reclamar? Não vou levar adiante? Deveria processar a empresa?
Pois é...quem roubou nossa coragem?
O ônibus foi o 689 Campo Grande / Méier da linha Ocidental - Denúncias, reclamações ou troca de experiências serão bem recebidas.